segunda-feira, 30 de abril de 2012

A COMPOSIÇÃO NAS ARTES VISUAIS

             A composição é a distribuição harmoniosa de um conjunto de elementos visuais, em que o lugar ocupado pelas figuras, os espaços vazios que as rodeiam, as proporções, todos são importantes. No desenho,na pintura, na arte figurativa, na arte publicitária, na fotografia, a composição é vital. Quando harmonizamos elementos de um conjunto, estamos compondo.
            Na composição, a criatividade ocupa um lugar destacado que, unida ao conhecimento básico, permitirá a descoberta de soluções para problemas que surgem numa composição plástica. Matisse dizia que: "A disposição da minha pintura tende inteiramente para a expressão pela composição. O lugar ocupado por figuras e objetos, os espaços vazios que o cercam, as proporções, tudo tem seu papel".
            Para que possamos compor, devemos conhecer dois grupos de elementos fundamentais que permitirão criar composições agradáveis e atrativas. Esses elementos fundamentais são: ESTRUTURAIS e INTELECTUAIS.

    ELEMENTOS ESTRUTURAIS
              São essenciais para uma composição, pois formam a estrutura do trabalho. Estes elementos são  LINHA,  FORMA,  TEXTURA e  COR.
    LINHA: é o desdobramento do ponto em qualquer direção.
     A linha tem apenas uma dimensão: o comprimento. 
    Mas se trabalharmos com ela, cruzando-a,
    envolvendo–a, amarrando-a em si mesma,
     ela pode criar a ilusão
    de espaço, representar volumes, dar impressão
     de profundidade, de distância, etc...



    FORMA: identificamos os objetos por sua forma externa. No desenho, é através das formas ou figuras que identificamos nossas ideias procurando simplificá-la.

    Forma bidimensional: tem apenas duas dimensões: comprimento e altura; desaparece a ideia de profundidade; o desenho fica como na superfície e não sugere volume.
     
    Forma tridimensional: é a que possui volume; as formas tridimensionais existem na escultura, na arquitetura e podem ser representadas em bidimensão dando a ilusão de volume.

    TEXTURA: vários materiais têm superfícies diferentes.
    Pode-se perceber isso pelo tato, identificando-se a textura
    tátil. Ao representarmos as texturas no desenho, usamos o
       recurso das linhas, pontos, etc..., para criar a textura visual.
                                                 
    COR: elemento extremamente importante no aspecto final de uma composição; harmoniza as formas tornando-as agradáveis e atrativas.
              



                   

     ELEMENTOS INTELECTUAIS
             Esses elementos da composição são conhecidos através de estudo e pesquisa, usando os elementos estruturais. Os elementos intelectuais são sentidos.

    EQUILÍBRIO: é a correspondência “ideal e precisa” em peso, área, tom, cor, etc., entre os vários elementos de uma composição. O equilíbrio pode ser simétrico e assimétrico:
    Simétrico: as formas estão distribuídas de maneira igual de cada lado de um eixo real ou imaginário (figura a direita).







    Assimétrico: o eixo real ou imaginário em relação às formas não existe, mas os elementos da composição devem equilibrar-se (figura a esquerda).









    RITMO: é a repetição de elementos da composição acompanhada de partes semelhantes em sua origem e desiguais em sua função. Ritmo é ordem de espaços, de formas, de tons e de cores. O ritmo dá harmonia.
    O mais importante é sentir o ritmo.
                                                              MOVIMENTO: quando um corpo se move descreve uma trajetória no espaço. Às vezes, a força do movimento leva toda atenção a um determinado ponto, como a teia de aranha.  Ao percorremos a imagem com os olhos durante a observação seguindo uma ou várias direções (horizontal, vertical, inclinado e curva), estamos trabalhando também com o elemento básico do movimento. O movimento funciona como uma ação que se realiza através da ilusão criada pelo olho humano. Podemos observar uma imagem estática num papel e parecer que ela está se movimentando para os nossos olhos. Isso acontece devido à maneira como os elementos básicos são arranjados se combinados entre si para criar a ilusão do movimento.
                                           
    UNIDADE: quando você trabalha em grupos, as ideias de uns, completando as dos outros, unem-se de tal forma que o resultado final, embora um só, é produção de muitos.

             Algo semelhante ocorre na composição visual: as partes se unificam, os elementos se combinam, de maneira a formar um todo harmonioso. Quando, no trabalho criador, uma cor não combina com as outras, é como se fosse uma nota desafinada. A forma que não tem afinidade com as outras deve sair da composição ou ser modificada até ajustar-se ao conjunto. Outras vezes falta o ritmo nas cores ou nas formas; ou, ainda, falta ligação entre os vários elementos da composição.
              Em tais casos, é necessário modificar até que se resolva o problema, conseguindo-se não apenas uma solução, mas uma solução criativa, original e harmoniosa. Dar unidade é formar conjunto. Platão disse, simplesmente, que a composição consistia em encontrar e representar: a variedade dentro da unidade.  
    Na figura acima, vemos variedade e unidade.
        A unidade está nos cestos e a variedade está nas padronagens
    . 
        
    CONSIDERAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO
    Todo o trabalho precisa ter um tema principal,
    um  ponto de interesse (H),  para  o qual  os
    olhos  do  espectador devem ser  imediatamente
    atraídos. Nos exemplos (A,B, C, D,E) os
    elementos estão  mal posicionados.  
    Embora pareça lógico situar o tema  principal
    no meio  do trabalho, essa  solução  costuma
    criar um resultado monótono –  a não ser
    que a pessoa já  possua  um senso estético
    muito apurado pela experiência. 
    É mais seguro situar o tema ligeiramente fora
    do centro (G). Pode-se fazer composições
    equilibradas, dividindo a área do quadro em
    "terços” e situando os pontos de interesse
    onde as linhas se cruzam.



    REGRA DOS TERÇOS
    Divide-se a cena em três, na horizontal, e três, na vertical, evitando que o centro de interesse fique ao meio. As melhores imagens são aquelas em que o assunto principal não esteja no centro e sim em um dos quatro pontos de interseção. A colocação em um desses pontos vai depender do assunto e de como ele deve ser apresentado.  No caso de uma paisagem, a composição torna-se mais interessante se o horizonte estiver acima ou abaixo do meio. O horizonte não deve ficar no centro do quadro e sim na linha superior ou na inferior quando se quiser dar mais ênfase ao primeiro plano. Esta é uma regra que deve ser seguida, mas pode-se, por razões de expressão ou para isolar um objeto do todo, enquadrar de outra maneira.


    O ARRANJO DOS MOTIVOS
             Ao combinar um conjunto de motivos para a elaboração de uma composição, corre-se freqüentemente o risco de agrupá-los de maneira desinteressante e monótona. Na verdade, mesmo a mais simples coleção de objetos pode causar forte impacto, se eles forem convenientemente agrupados.
             Uma primeira recomendação é situar a linha do ângulo de visão acima do centro do quadro, colocando os motivos a distâncias variáveis dessa linha. Esse tipo de organização espacial dos elementos garante um sentido de profundidade à composição e permite que os olhos do observador se movimentem em torno dos objetos. A sobreposição de motivos em alguns pontos cria espaços interessantes tanto no fundo como no primeiro plano.
             Acima de tudo, lembre-se de quebrar a linha do ângulo de visão com alguns ou com todos os objetos, para que eles não fiquem “perdidos” no primeiro plano do quadro. Os objetos são trazidos para frente, interrompendo essa linha e dando mais unidade à composição.
                              ELEMENTOS DE PROFUNDIDADE

     A profundidade é dada por perspectiva, sobreposição, diminuição, claro-escuro.  Para representar o mundo tridimensional numa superfície bidimensional – papel ou tela - é preciso usar alguns truques que dão a ilusão de volume. Além do efeito de luz e sombra, outra ferramenta importante é a perspectiva: um conjunto de regras inventadas para simular a deformação dos objetos com a distância. A cor pode ser usada para aumentar a ilusão de espaço na pintura.






    Caros visitantes e alunos, espero que as orientações da composição possam auxiliar vocês no momento em que forem desenhar e clicar o celular para compor e captar as fotos. Bom Trabalho!

     
    Referências consultadas:
    Proença, Graça.História da Arte.Sào Pulo:Ática,1990.
    http://acordagente.blogspot.com.br/http://www.flickr.com/photos/e_nigma/4422548020/
    http://www.arteeeducacao.net/ritmo/rendados-02.html
    http://antoniomachadoartes.blogspot.com.br/2011/03/bote-traineira-atuneira-e-barco-html-html
    http://www.brunoavila.com.br/avante/backgrounds/200lindastexturasgratisparabackgrounddesites.html
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    quarta-feira, 25 de abril de 2012

    FOTOGRAFIA COM O CELULAR

    Como tirar fotos bonitas com o celular

    Entre todos os meus amigos acho que fui uma das últimas a ter um celular com câmera. E por mais que todos falassem que eu não precisava porque tinha uma câmera bem melhor em mãos eu discordava: a câmera presente nos celulares hoje são ótimas em diversas situações e se mostram muito úteis pela praticidade.

    O que esperar da câmera do celular?


    É bom lembrar que existem diversas opções de celular/smartphone com câmera. Algumas dessas câmeras são extremamente toscas enquanto outras chegam em uma qualidade quase comparável a uma compacta (são conhecidas como “Câmeras com celular” e não o contrário rs.)

    No entanto é bom lembrar que o objetivo primordial das câmeras de celular é de criar lembranças. São muitas limitações de qualidade e controle – por isso usamos para tirar fotos não tão boas mas que servem como recordação (saída com amigos, encontro com celebridades e momentos engraçados.)

    Porém, sempre levando em consideração suas limitações, é possível sim tirar um pouco mais da câmera do celular. Veja alguns truques que aprendi:

    Use as configurações especiais


    A maioria dos aplicativos de câmera de celular possuem algumas configurações especiais que não só podem como devem ser usadas: modo retrato, modo foto noturna sem flash, modo paisagem… e por aí vai. Essas configurações vão te dar o pouco controle que pode fazer a diferença na foto final.


    Na foto acima usei a opção de “Foto noturna”, que aproveita mais a luz natural e mantém as cores, sem usar o flash.

    Pense na composição


    Como não temos controle sobre quase nada ao fotografar com o celular o melhor a fazer é investir o tempo pensando em composições bacanas e diferenciadas – é isso que fará a diferença na foto final. Aquela conversa de sempre: olhe o background, procure ângulo inusitados…



    Abuse do Preto e Branco


    Para evitar distrações existentes graças à profundidade de campo bem grande dos pequenos sensores de celular use a opção de Preto e Branco e faça fotos lindas mesmo com qualidade baixa. Mais uma vez invista na composição e conseguirá resultados interessantes!


    Luz!


    Como os sensores dessas câmeras têm uma qualidade bem inferior tome cuidado com a luz. Na foto acima dá para ver a enorme quantidade de ruído – com uma iluminação precária as fotos ficam mesmo com pouca nitidez. Por isso sempre que possível tire fotos em locais com ótima iluminação (como luz natural) e, em caso de retratos, use o “flash” embutido.


    Você costuma tentar tirar fotos interessantes pela pequena lente do celular? Se sim, fique a vontade para postar os seus comentários! Envie suas fotos por e-mail: lgoarte22@gmail.com


    Texto retirado de: http://www.dicasdefotografia.com.br/como-tirar-fotos-bonitas-com-o-celular